CRIADO O LIONS CLUBE SE SANTA CATARINA

O dia 27 de Junho de 1993 não entrou apenas para a história do movimento lionistico português como também para a dos clubes de serviço da Figueira da Foz.Com efeito, nesta data foi, oficialmente, instalado o Lions Clube de Santa Catarina, que passa assim a ser o segundo do mesmo movimento na cidade, e quarto dos clubes de serviços.

Este número, elevado sem dúvida para uma cidade de província, parece, no entanto, mais aparente do que real, sendo os traços mais relevantes desta questão, devidamente salientados no almoço que assinalou a criação oficial do clube e que foi realizado no Grande Hotel.
Foi padrinho do novel clube, o Lions Clube Figueira da Foz, pelo que foi o presidente deste, Rui Varino, que inicialmente ocupou o lugar que viria a ceder Fernando Dias Esteves, primeiro presidente do clube cuja bandeira, sua cor azul com listas verde e vermelha ao centro (verticais) foi içada no local definido pelo protocolo lionístico.

Mas se o Lions Clube de Santa Catarina tem como padrinho o seu irmão mais velho da Figueira da Foz, já, em termos pessoais, protagonizaram o acto A. Magalhães Pinto (Matosinhos) e Jorge Galamba Marques, da Figueira da Foz.

Deram solenidade ao acto a presença do presidente do município figueirense, o Governador Centro-Sul, Dr. João Pedrosa Russo, o presidente eleito do Conselho Nacional de Governadores, Dr. Ribeiro Cardoso, para além dos representantes do Rotary Clube da Figueira da Foz e do Kiwanis Clube. Em termos lionisticos, fizeram-se representar os clubes de Agueda, Amadora, Azeitão, Amadora, Arganil, Costa do Sol(Carcavelos), Estoril, Fafe, Matosinhos, Oeiras, Pombal, Ovar, Santa Joana Princesa (Aveiro), Seixal e Setúbal.

As diversas intervenções registadas, de um modo geral, justificaram a criação do novo clube como uma necessidade social assim como procuraram afastar ideias derrotistas quanto ao excesso de clubes de serviço na cidade. Assim, o novo presidente, Fernando Dias Esteves, disse pensar «que deve ter nascido uma nova etapa no movimento lionístico» assim como lembrou que em termos sociais «ninguém se pode dar ao luxo de pensar que está tudo feito». No mesmo sentido foi o discurso do Goverandor, Dr. Pedrosa Russo, que frisou a importância dos clubes de serviço como factor de equilibrio numa sociedade cada vez mais instável, para além de relevar o papel da Figueira da Foz neste campo, apelar para a conjugação de esforços, e de inserir a criação deste novo clube no balanço (positivo) do seu mandato que, curiosamente, foi iniciado com idêntico acto.


São membros fundadores do Lions Clube de Santa Catarina, para além do seu presidente Fernando Dias Esteves, Amilcar Santana, António Cunha Marques, Alea Paula, Adalberto Ribeiro Marques, Eunice Cunha Marques, Delfim Jorge Neves, Gabriel Grácio, Manuel Simões Capão, Maria Elisabete Requicha Ferreira, Fernando Sansana, Licinio Bingre do Amara!, José de Azambuja Dias, José Lucas dos Santos, José Paulino de Oliveira, José Romano Ferreira, Júlio Oliveira da Costa, Mário Jorge Marques, Manuel Cruz Mateus e Virgínia Gonçalves Pinto.

in Diário de Coimbra, 1993-06


CIDADE VAI TER NOVO CLUBE LION

Uma nova filosofia está a atingir os clubes de serviços, numa prova em que estas instituições estão inseridas na realidade concreta das comunidades e, por isso, conhecem (e sentem) o seu pulsar.

Esta filosofia, já conhecida na Figueira da Foz (cidade que se orgulha da quantidade e qualidade dos seus clubes) vai ter expressão material com a criação de um novo Lions Clube que terá como patrono Santa Catarina e cuja cerimónia de institucionalização está marcada para o dia 27, em almoço a realizar no Grande Hotel.

Fernando Esteves, que se iniciou no Lions Clube da Figueira da Foz, será o presidente do novel clube, funções que complementarão uma actividade”já longa e da qual consta a investidura em cargos de alta responsabilidade, tais como o de Governador e de presidente do Conselho Nacional de Governadores.

Segundo nos disse Fernando Esteves, o novo clube não corporiza qualquer ideia de dissidência, pois terá como padrinho o antigo clube da cidade e “padrinhos físicos” o past-Governador Galamba Marques e o  Dr.Magalhães Pinto, do Lions Clube de Matosinhos,  clube a que esteve ligado Fernando Esteves aquando da sua estada naquela localidade nortenha.

Quanto à questão de haver ou não muitos clubes de serviços na Figueira da Foz, Fernando Esteves considera que, de acordo com a prática, os clubes quando atingem  um certo número de membros perdem a sua dinâmica e, por outro lado há necessidade de enquadrar alta validade em acções de serviço à comunidade.

Considerando não ser inédita nem incompatível a existência de dois clubes com o mesmo ideário, o presidente do novo clube deu os exemplos de Aveiro e Covilhã e fez questão de salientar que nos seus projectos têm carácter prioritário questões relacionadas com o a defesa do Ambiente, para além do apoio a instituições de solidariedade social

Fernando Esteves, que iniciou a sua actividade lionistica no Lions Clube da Figueira da Foz em 1966, será o fundador do Lions Clube de Santa Catarina que será o segundo clube do movimento na cidade.

in Diário de Coimbra, 1993-06-17


LIONS CLUBE DE SANTA CATARINA

Desde o passado domingo que na Figueira da Foz se criou a urna situação pouco vulgar, ao passar a cidade a dispor de quatro clubes de serviço, com a fundação do Lions Clube de Santa Catarina. As cerimónias que assinalaram este “nascimento” tiveram lugar no Grande Hotel da Figueira durante um excelente almoço de convívio, e que contou com a presença de cerca de uma centena de participantes, muitos deles vindos de diversos pontos do país, dado que anotamos companheiros dos clubes de Amadora, Estoril, Fafe, Azeitão, Matosinhos, Oeiras, Ovar, Pombal, St.a Joana (Aveir), Seixal, Setubal, Águeda, Arganil, Costado Sol (Carcavelos), para além de onze Lions do Clube da Figueira. Na mesa de honra também presente o Eng.2 Aguiar de Carvalho, estando ainda representados pelos seus presidentes o Kiwanis, o Rotary e, claro, o Lions local. A primeira parte desta reuniãofoi presidida por Rui Varino, que na sua primeira intervenção desde logo expressou o seu contentamento e o do seu clube por esta fundação. A reuniãofoi orientada por Magalhães Pinto, do clube de Matosinhos e também ele, com Galamba Marques, padrieho do Lions Clube de Santa Catarina.

E do novo Clube fazem parte, e dele são fundadores, AmilcarSantana (gestor), António Cunha Marques (economista), Alea Paula Azul (professora), Adalberto Ribeiro Marques (advogado), Eunice Maria Cunha Marques (professora), Delfim Jorge Neves (procurador da Repubhca). Gabriel Gracio (empresário). Manuel Simões Capão (economista), Maria Flisabeth Requicha (medica), Fernando Dias Esteves (empresario). Fernando Sansana (advogado), Licinio Amaral (advogado estagiario). Jose de Azambuja Dias (professor), Jose Lucas dos Santos (funcionário EDP), José Paulino de Oliveira (empresário), José Romano Ferreira (veterinário), Júlio Oliveira cio Costa (economista), Mário Jorge Marques (director de empresa), Manuel Cruz Mateus (secretario judicial) e Virgínia Gonçalves Pinto (professora). E todos estes novos Lions, após o seu juramento de aceitação, receberam os seus emblemas, ao mesmo tempo que Fernando Dias Esleves, presidente do novo clube, recebia a bandeira que representará o Lions de Santa Catarina, tendo a partir desse momento, assumido a presidôncia da mesa em troca com Rui Varino, presidente do Lions Clube da Figueira da Foz.

Momento solene, sem dúvida, este da fundação de um novo clube, não sendo de admirar a longa série de companheiros que, em nome dos seus clubes, apresentou felicitações ao clube que ora nascera. Entre os intervenientes salientamos as palavras dos presidentes do Kiwanis e do Rotary (parabéns e apelo a actividades conjuntas); do eng.9 Aguiar de Carvalho (enalteceu a acção dos clubes de serviço, felicitando o novo); de Rui Varino (que disse da airia do seu clube e disponibilizou o apdiotJo “seu” Lions, o que simbolizou no abraço que deu a Fernando Esteves): e de Galarnba Marques (elogiou a acção de Fernando Esfeves, declarou o seu gosto por ser padrinho e expressou o seu orgUlho por estar presente).

O presidente do novo clube explicou esta fundação pelo natural crescimento e evolução do Lionismo, pois “o que não cresce, morre”, disse Fernando Esteves. Apelaria também aos seus companheiros para que formassem uma equipa coesa, dado que Santa Catarina” nasceu para servir a comunidade, em acções voltadas para o futuro”. Discurso de confiança, de determinação e de muito Lionismo, de um presidente que possuiu um dos mais qualificados curriculos dentro do movimento, no qual ocupou já os mais altos cargos de âmbito nacional.

Por fim usou da palavra o governador (centro-sul) Pedrosa Russo que para alem de destacar o valor da fundação de um clube, dissertaria longamente sobre o maior movimento do mundo.., no mundo dos clubes de serviço, depositando totais esperanças no futUro do Lions Clube de Santa Catarina. Diemos nós que se o Lionisnio ficou enriquecido, também o terá ficado a Figueira da Foz. Ao Lions Clube de Santa Catarina “O Figueirense” apresenta felicitações e oferece a sua melhor colaboração.

in O Figueirense, 1993-07-02


LIONS DE SANTA CATARINA OFERECE MOINHO À JUNTA DE FREGUESIA DE BRENHA

Foi com a presença de bastantes pessoas — de Brenha e da Figueira — que em Casais do Jorge, no Alto de Brenha, o Lions de Santa Catarina procedeu à entrega solene de um centenário moinho de vento à Junta da citada freguesia. Cerimónia presidida pelo deputado Carlos Beja, na sua qualidade de presidente da Assembleia Municipal, contou ainda com a presença do vereador Lídio Lopes, para além, já o referimos de muitos convidados e populares. Dado que a preservação do património cultural é um dos objectivos daquele clube de serviço, entendeu o Lions de Santa Catarina mandar recuperar este velho moinho que ofereceu à Junta, estabelecendo-se entre ambos um protocolo que haveria de ser assinado durante o acto de entrega.

 Na altura usou da palavra o Dr. José Paulino, presidente do Lions de Santa Catarina, que afirmou estar a “devolver a Brenha um património que é de Brenha”, anunciando outras posturas do seu clube em relação à preservação patrimonial. O moinho haveria de receber a bênção do padre Cantante, para depois o presidente do clube e o presidente da Junta assinarem o protocolo antes referido, o qual salvaguarda a manutenção do moinho, que será o centro de uma zona de lazer a instalar no local.

Mestre Alfredo Cardoso também teve uma intervenção, predominantemente histórica, na qual evocou Brenha e os seus moinhos, de que chegou a possuir 36 em laboração, havendo notícia de que no séc. XIII já existia um moinho em Brenha. Seguiu-se o discurso de Fausto Loureiro, presidente da Junta, que também recordou a actividade agrícola de Brenha relacionando-a com a dos moinhos. Por fim agradeceu “o serviço prestado à memória de um povo trabalhador”.

De Carlos Beja seriam as derradeiras palavras, recordando que “um povo sem memória é um povo sem história”, o que não sucedia em Brenha. Felicitou a parceria Junta de Freguesia/Lions de St. Catarina e lembrou que o concelho possui um outro moinho - moinho de marés - o único preservado a Norte do Tejo.

No final elementos da Orquestra do Clube União Brenhense tocaram a Marcha dos Moinhos, sendo depois desfraldadas algumas das velas (o vento era muito), que de imediato colocaram o moinho a funcionar para alegria dos presentes.

In O Figueirense, 1997-07-25

 
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